
Em toda sua história, o CPV esteve vinculado aos movimentos sociais. Desde o seu nascimento, em 1973, companheiros militantes fizeram da entidade um espaço de aglutinação de documentos e idéias. A necessidade de contribuir para o fortalecimento da organização da classe trabalhadora tornou-se sua própria razão de ser.
Desde o ressurgimento das lutas operárias e populares no final dos anos 1970, o CPV pautou sua atuação a partir de estreitos vínculos com diversos movimentos populares de bairro, pastorais sociais, oposições sindicais em São Paulo e no restante do país. Assim foi até o final da década de 1980, participando ativamente na construção da CUT e na tomada de inúmeros sindicatos das mãos dos antigos pelegos vinculados ao autoritarismo.
Entre 1976 a 1989, o CPV percorreu um ciclo de ascensão e declínio, concomitante com os movimentos populares e sindicais. Nesse período, o CPV deu a sua contribuição com o seu trabalho de então, sua infra-estrutura e, por vezes, seu dinheiro e seu nome, na criação e organização das oposições sindicais na cidade e no campo, que redundou na criação da CUT, e deixou a sua marca no fortalecimento das organizações classistas de então no embate com as posições políticas moderadas.
O refluxo dos movimentos sociais na década de 1990, a ascensão do neoliberalismo, a dificuldade de readequação do papel da entidade às mudanças da conjuntura, ao lado das dificuldades de financiamento de seu trabalho, levaram o CPV a diminuição significativa das atividades, reduzindo o seu orçamento e seu pessoal. A ponto de não existir nenhum funcionário contratado e sobrevivendo graças ao trabalho de um corpo de voluntários.